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Cidades fantasmas na China começam a ganhar vida novamente

A China é um dos países com maior concentração de cidades abandonadas no mundo. Milhões de apartamentos, cinemas, praças e parques tranquilos e abandonados.

O escritor americano Wade Shepard passou alguns anos peregrinando por estes lugares para escrever seu livro Ghost Cities of China (Cidades fantasmas da china).

Ele explica que o termo “cidades fantasmas” não é correto, “cidades fantasmas são lugares que antes viviam e depois morriam. O que escrevo é sobre lugares pouco povoados“. Shepard explica também que a maior parte dessas cidades na China ainda não possuem habitantes: “Essas novas cidades são construídas por empreendedores de luxo que estão trabalhando na construção de uma nova utopia urbana em toda a China”.

O governo chinês pretende transferir 100 milhões de pessoas das regiões agrícolas para as cidades até 2020. A urbanização é parte da mudança atual da economia.

O escritor conta que seu interesse por lugares assim começou a uns 10 anos atrás quando pegou um caminho errado assim que desceu de um ônibus em Tiantai e acabou em uma parte da cidade que não tinha ninguém, tudo estava vazio. Seu interesse foi aumentando e ele ia regularmente passear por essas áreas desertas. Ele começou a andar de bicicleta para conhecer mais desses lugares que se espalhavam por todo lado e tentava fazer amizades.

Segundo Shepard, existe um lado negativo e um positivo com o surgimento dessas novas cidades. “Há pessoas muito felizes em se mudar pra lá, pois eles tem um houku urbano, e sentem que sua vida está melhorando“.

Um houku é uma espécie de autorização para uma residência urbana. Nessas novas cidades, os moradores recebem uma permissão diferente da rural, e isso permite que eles trabalhem legalmente e possam aproveitar alguns benefícios como uma maior qualidade no serviço de saúde.

As desvantagens da migração urbana no entanto, são que as pessoas saem de uma estrutura de campo, onde há uma convivência diária entre eles, mas quando se mudam para os enormes prédios, passam a existir sob uma “cultura de elevador”. Mesmo pessoas de tantos lugares diferentes, não há uma conexão entre elas. Algumas pessoas que se mudam para as cidades e que viveram durante muito tempo no campo, sentem como se tivessem perdido seu sustento. Agora eles precisam pagar contas de água e luz, além de ter que ir ao mercado para comprar coisas, por exemplo.

O documentário A Terra dos Muitos Palácios, de Adam James Smith e Song Ting, aborda as questões que surgem com as novas cidades da China, mas como foco em Ordos (uma cidade que fica nos desertos da Mongólia). Quando descobriram carvão por lá, a região que era uma das mais pobres, rapidamente passou a ser uma das mais ricas. Ordos passou a receber investimentos milionários e está pronta para receber um milhão de futuros moradores.

O documentário mostra que se mudar para uma dessas novas cidades da China, não é apenas mudar de casa, mas também de estilo de vida. Os moradores que antes eram agricultores tem que se adaptar a todas as mudanças. Existem funcionários públicos que vão até estas pessoas e os ensinam “como se tornar uma pessoa civilizada”, por exemplo.

A questão dos empregos também é um fator que dificulta essa urbanização, pois a maior parte dos agricultores sabe apenas lidar com aquele tipo de trabalho, que é completamente diferente do que um ambiente urbano precisa, por isso, muitos trabalhadores rurais resistem em migrar do campo para a cidade.

O que você acha? Essas novas cidades fantasmas são ruins? Se você fosse um trabalhador do campo que recebe a oportunidade de se mudar para uma cidade em desenvolvimento, aceitaria?

Fonte: Weibo

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