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Templo Padmanabhaswamy (Índia)

Todos os dias eu faço pesquisas na internet buscando achar assuntos novos e interessantes para publicar neste blog, e são raros os dias que no meio dessas pesquisas não aparece algo relacionado a Índia. O que trago aqui hoje é sobre este templo que muita gente já ouviu falar a respeito, principalmente por causa de uma determinada porta que até hoje não foi aberta, e que pode (e provavelmente deve) abrigar uma quantidade incalculável de tesouros. A ideia aqui também é falar um pouco mais sobre o templo e algumas curiosidades sobre este que é uma das 108 residências sagradas do deus Vishnu.

O templo

Acredita-se que o templo foi construído por volta do século 6 dC, mas informações concretas são desconhecidas até hoje. Os reis de Travancore foram fazendo modificações no lugar por mais 10 séculos e a família real seria descendente do santo Kulashekhara Alwar.

Vishnu e o sábio Divakara

Uma das histórias do templo conta que o sábio Divakara Muni recebeu uma visita de Vishnu, que lhe apareceu em forma de uma criança. O sábio pediu ela ficasse com ele e ela concordou, desde que fosse tratada com respeito, e se isso não fosse feito, ela desapareceria. O Deus se comportou pessimamente, mas Divakara era muito calmo e tolerante. Um dia no entanto, sua paciência acabou e ele repreendeu a criança. Vishnu desapareceu, mas antes avisou que se por acaso Divakara quisesse vê-lo novamente, poderia ser encontrado em Ananthankaadu. Com essa observação, Divakara percebeu e acabou descobrindo a verdadeira identidade daquela criança.

Arrependido pelo que tinha feito, ele seguiu em busca da criança. Durante o percurso ele fez uma pausa em uma área perto da costa do mar. Ali ele viu a criança sumir perto de uma árvore. A árvore acabou caindo e dela surgiu Vishnu reclinada na cobra Anantha. Mas a forma em que Vishnu apareceu era exageradamente grande e não podia ser vista por completo, então Divakara orou para que Vishnu encolhesse um pouco, para que ele pudesse ver sua forma inteira. Vishnu acolheu sua oração e diminuiu para um tamanho que pudesse ser completamente visto. Padmanabhaswamy foi construído em torno dela.

Reino de Travancore

Em 1729, o Reino de Travancore foi fundado por Marthanda Varma. Além de uma grande reforma (devido a um incêndio que destruiu boa parte do templo), Marthanda Varma também criou os festivais de Murajapam Bhadra Deepam. O Murajapam (cantar contínuo de orações”), ainda é realizado a cada seis anos.

Em 1750, o reino foi dedicado por Marthanda ao Senhor Padmanabha (a forma que Vishnu assumiu no templo). Ele jurou que a família real governaria este reino em nome desta divindade.

Hoje em dia o reino não existe mais, mas Moolam Thirunal Rama Varma assumiu o título de marajá de Travancore.

Deuses no templo

Como já contado acima, Vishnu pode ser visto no templo, reclinado sobre a serpente Anantha. De seu umbigo surge um flor de lótus, onde Brahma (criador do sanatana Darma) está sentado e um Shivlingam (destruidor do sanatama darma) está sob sua mão direita. Esse conjunto representa a criação, conservação e destruição do mundo.

As duas esposas de Sree Padmanabhaswamy, a Deusa Sridevi (Deusa da Riqueza) e a Deusa Bhudevi (Deusa da Terra) estão representadas a seu lado.

Riqueza do templo

Em 2011, Padmanabhaswamy ganhou a fama de ser o templo mais rico do mundo e isso começou quando um oficial aposentado (Sundarajan) entrou com uma petição na Suprema Corte para que fosse feito um levantamento sobre o tesouro escondido no templo. Ele acreditava que a família real estava abusando da riqueza ali guardada.

A Corte concordou com a petição e autorizou as autoridades a abrirem as câmaras do templo. Quando as autoridades começaram a trabalhar, descobriram 6 enormes abóbadas secretas que foram nomeadas simplesmente como A, B, C, D, E e F. Em um relatório posterior, feito em 2014, foram descobertos mais 2 depósitos que passaram a ser chamados de G e H.

As portas de acesso a essas áreas secretas eram feitas de ferro e para abri-las não foi necessário muito esforço. Era comum a abertura das portas C a F pelos sacerdotes do templo, o que facilitaria a identificação dos itens, e as portas A e B seriam abertas pelas autoridades para o inventário dos artigos.

O que estava ali guardado, era muito além do que todos imaginavam. Quantidades enormes de sacos cheios de antigas moedas de ouro, diamantes, pedras preciosas, colares de ouro, diamantes e outras dezenas de riquezas.

Os portais do cofre B permanecem trancados até hoje, mesmo tendo sido feitas várias tentativas de abertura. De todos os seis, acredita-se apenas o B não deva ser aberto, pois traria consigo uma maldição. Essa crença se fortaleceu ainda mais quando Sundarajan morreu exatamente 1 mês após a abertura das primeiras portas.

O que foi recuperado dos cofres

  • Cofre A – 102.000 objetos.
  • Cofre B – não foi aberto.
  • Cofre C – 1.469 objetos.
  • Cofre D – 617 objetos.
  • Cofre E e F – 40 objetos.
  • Cofres G e H – não abertos ainda.

Artigos mais notáveis que estavam guardados:

  • Estátua de 3 metros de altura de Vishnu feito de ouro puro.
  • Milhares de potes de ouro.
  • Três coroas cravejadas de diamantes, rubis, etc.
  • Moedas de ouro pertencentes ao império romano e até a era napoleônica.
  • Véu de 36 quilos de ouro.
  • Um feixe de ouro pesando 500 quilos.
  • Correntes feitas de ouro puro. Um deles era de 18 pés.
  • Um trono completamente feito de ouro puro, destinado ao ídolo de 5,5 metros. Além disso, ele estava adornado com muitas pedras preciosas.
  • 800 kg de moedas de ouro que datava de 200 aC. Cada moeda vale aproximadamente 380.000 dólares.

Sobre a porta B

De acordo com as lendas, além da humanidade poder enfrentar uma enorme calamidade, dizem também que esta porta só pode ser aberta quando um santo de alto escalão recita o Garuda Mantra da maneira correta.

No templo, há um lugar chamado Mahabharatakonam, que fica no lado sudoeste, e é lá que estão as portas A e B. Segundo uma outra lenda, muitos semideuses e sábios tiveram permissão para ficar em um cofre orando ao Senhor Padmanabhaswamy.

A porta B é enorme, e tem serpentes gigantes entalhadas, além de um Yakshi, que parecem indicar que é perigoso tentar abrir a porta. Há mais de 100 anos atrás foi feita uma tentativa de abrir esta porta, mas quando as autoridades chegaram mais perto, puderam ouvir sons de ondas, como se o mar estivesse jorrando por trás da porta, então todos desistiram da tentativa.

Só havia uma pessoa que sabia o que poderia ser encontrado por trás da porta B, Uthradom Thirunal Marthanda Varma que era o chefe da antiga família real de Travancore, mas ele acabou morrendo em 2013, vítima de parada cardíaca.

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