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Resenha – Cruzade of Chaos Ato 1

Alguém anotou a placa?

O primeiro ato do Cruzade of Chaos rolou nesse último sábado (28/04/18) no Caveira Velha Rock Bar, em Jandira, um lugar que já é um clássico quando se fala em casas de shows voltado para o rock ‘n roll, onde já se apresentaram várias bandas incríveis, nacionais e internacionais.

Foi massa chegar lá no Caveira Velha e já ver uma galera do lado de fora e dentro. Assim que chegamos trombamos o pessoal do Processo do Ódio e Jezhell e já ficamos por ali um pouco trocando ideia. Uma vez lá dentro, a estrutura como sempre é sensacional. Era só ajustar alguns detalhes de bateria e som, e rapidamente tudo ficou pronto pra começar.

O evento que estava marcado pra começar as 17h teve um pequeno atraso, mas nada que comprometesse o andamento da festa. Nós mesmos por motivos de trabalho acabamos saindo um pouco mais tarde que o previsto e chegamos por volta das 18:30.

Tudo montado, tudo certo, sobem no palco os grande amigos do Processo do Ódio, sou suspeito pra falar dos caras porque além de gostar da banda gosto de todos como pessoas. Sem praticamente nenhuma enrolação já chegaram arregaçando as mangas e mostrando pra que foram com “Turbulência”, uma das músicas que vai estar presente no novo álbum dos caras. E assim seguiu exibindo por quase 40 minutos o melhor do grindcore tradicional. Eduardo, Douglas e Marcelo BA (simplesmente destruiu na bateria) estavam em perfeita sintonia e energia. Foi o melhor show deles que vi até hoje (tudo bem que já fazia um bom tempo desde o último que havia visto, mas ainda assim me surpreendeu).

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Processo do Ódio (Foto: Gabriela Cardoso)

 

Um pouco depois, foi a nossa vez. Agradeço ao BA por emprestar as estantes e pratos da bateria, o que fez com que economizássemos um bom tempo pra montar tudo e tocar. Uns 5 minutos ali só fazendo os ajustes e estava tudo pronto. Mesmo com o dedão da mão direita doendo bastante, o show rolou numa boa com uma ótima vibe. Do ponto de vista da bateria, o som estava muito bom e dava pra ouvir todos os instrumentos e voz com qualidade. O set list foi feito esperando agradar a todos os presentes e, acredito que foi assim. Lá da bateria dava pra ver o pessoal curtindo muito e isso deu ainda mais energia pro show. Celso Escobar inquieto como sempre, batendo cabeça, andando e estando presente em todo o palco. Resultado: Achamos que foi um dos melhores shows que fizemos até hoje.

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älä kumarra (Foto: Gabriela Cardoso)

Uma pausa pra todo mundo respirar, fumar um cigarro, tomar uma breja e enquanto o Jezhell não subia ao o DJ Daykine ia rolando um set de músicas metalpunk anos 80 e 90.

Chegou a vez do Jezhell, que faz aquele metalpunk com hardcore, old school e sem firula. A cada nova apresentação surpreende mais. Um show reto, bem executado, pesado e agressivo. Quando sobem no palco, destroem. Com um set de 9 músicas, foram emendando uma na outra e não me recordo de uma pausa sequer. Todos tem uma boa presença de palco e fizeram um showzão. A formação atual é: Artorius (guitarra/voz), Byllis negra (baixo), Marco (guitarra) e Cauê (bateria).

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Jezhell (Foto: Gabriela Cardoso)

Fiz uma pausa pra jogar um pouco de sinuca e trocar mais umas ideias e ouvi o barulho se iniciando novamente no palco. Era o Dark Inquisition iniciando seu show. A banda que já tem mais de 15 anos de estrada, está com nova formação desde o meio do ano passado conta com R. Bode (guitarra), Guilherme Bonatti (baixo), Daniel Malkafly (vocal, guitarra e flautas), e Rafael Brittus (bateria). O som é death metal, com black metal, com uma pitada de folk. É pesado, rápido, agressivo e bem executado. Foi um show bastante interessante, eu particularmente gostei. Quero ver novamente pra conhecer melhor. Deles eu não consegui pegar o set list pra colocar aqui.

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Dark Inquisition (Foto: Gabriela Cardoso)

Assim que terminou o Dark Inquisition, praticamente não houve perda de tempo para iniciar o show do Venomous Stench, que infelizmente teve seu set list reduzido por causa do horário, mas mesmo assim deu pra ouvir bastante músicas e sentir que os caras tem uma pegada bem forte no palco. Agressividade, death metal cru e sem nenhuma frescura, melodias bem executadas com guitarras pesadas e um vocal muito bom. Vale a pena conferir o som dos caras. Também quero ver novamente em um dia que estiver menos cansado.

Facebook: https://www.facebook.com/venomousstench/

Venomous Stench (Foto: Gabriela Cardoso)

Set list: Processo do Ódio
01 Turbulência
02 TV Aberta
03 Excremento Fascista
04 Perto do Fim
05 Guerra no Morro
06 Crime Contra o Povo
07 Sem Saída
08 Escravidão Corporativa
09 208 Milhões
10 Ansiedade
11 Politicaos
12 Igreja S/A Parte II

Set list: älä kumarra
01 älä kumarra
02 Malditos Políticos
03 Fábrica do Samba
04 Reintegração de Posse
05 Alma Soturna
06 Lei do Cão
07 Desgraça
08 Aos Bons Amigos
09 A Cena
10 Justiceiro Mercenário

Set list: Jezhell
01 Intro
02 Tribulation
03 Rumores de Guerra
04 Peste
05 A Morte Virá do Céu
06 Força Alien
07 Seizingmen
08 Nascer para Morrer
09 Atos Terroristas

Set list: Venomous Stench
01 Thirsty
02 Mankind
03 Spectre
04 Unholy
05 Black Force
06 Solitude
07 Written

Parabéns aos organizadores desse primeiro ato do Cruzade of Chaos. O evento rolou em paz, quem estava lá foi exatamente para ouvir e conhecer as bandas. A interação entre todos (músicos, amigos e público), antes e durante as apresentações foram um dos pontos altos desta que foi uma noite sensacional.

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