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Os Ciclopes: Duas teorias

Monstros de toda espécie fazem parte da nossa imaginação desde sempre, provavelmente até mesmo desde o começo das civilizações. Entre uma diversidade enorme de monstros conhecidos, os Ciclopes com certeza estão entre os primeiros a surgirem. Esses seres gigantes, feios e de um olho só, conhecemos graças à antiga história grega de Ulisses.

Do clássico livro de Homero, “Odisseia“, conhecemos um dos Ciclopes mais lendários, Polifemo. Um gigante horrível que foi enganado por Ulisses. Homero diz que Polifemo era filho de Poseidon, e todos os outros Ciclopes que existiam eram seus irmãos. Todos eram enormes e com um único olho no centro da testa.

Quando estavam na natureza, eles eram bárbaros convictos e na teoria, tinham suas oficinas de trabalho como ferreiros dentro do vulcão Etna, um dos mais ativos da Europa.

A mitologia grega, como sabemos é repleta de figuras fantásticas. Assim, existem várias versões sobre o mito do Ciclope e também várias teorias sobre a origem dessas figuras e o que pode ter sido motivo para que fossem inventadas.

Cabeça do Polifemo – Galeria Krupp (Galeria 215A)

Hesíodo, um antigo poeta grego afirmava que existiam apenas 3 Ciclopes, sendo assim, essa espécie realmente não seria muito grande e comum. Seriam eles: Arges, Steropes e Brontes, todos os três seriam governantes do trovão e luz.

Os Ciclopes teriam sido os primeiros ferreiros, e Cronos os teria colocado na prisão. Zeus liberou os Ciclopes, que depois o ajudaram a derrubar os poderosos Titãs. Gratos por recuperar sua liberdade, eles deram a Zeus sua arma mística de luz e trovão. Então eles continuaram forjando os raios de Zeus para sempre.

A conexão entre Ciclopes e ferreiros é garantida em qualquer história sobre eles. Alguns estudiosos, como Walter Burkert (1931-2015), começaram a pesquisar a origem do monstro entre os antigos trabalhadores gregos com a intenção de descobrir se foram eles que iniciaram as primeiras histórias sobre os Ciclopes.

Nos tempos antigos, um ferreiro era um trabalho extremamente necessário e importante, mas também muito perigoso. Acredita-se que os trabalhadores da época cobriam um de seus olhos com uma espécie de tapa-olho para proteção no caso de algum acidente. Se por acaso algo quente espirrasse no rosto, pelo menos um dos olhos ficaria bom. Esses homens também deviam ser muito fortes e musculosos para conseguir lidar com martelos muito pesados para tratar com o ferro.

Os antigos observavam muito a natureza e tudo que acontecia ao seu redor. O que poderia ter feito com que eles criassem na sua imaginação uma criatura tão complexa?

Crânio de Deinotherium do Museu de História Natural da Universidade de Oxford. Foto por Ballista CC BY-SA 3.0

Segundo a National Geographic, algo que pode ter influenciado, seriam os restos cranianos de um Deinotherium giganteum. Esta espécie, que agora já está extinta, é considerada um parente dos elefantes modernos. Eles tinham presas gigantescas e tinham corpos enormes. Os deinotherium viveram em toda a região da Europa, Ásia e África milhões de anos atrás. Já foram encontrados restos destes seres também em Creta, em 2003. Seu crânio tem uma abertura nasal proeminente bem no seu centro, e é ali que pode estar a resposta para o surgimento dos Ciclopes..

Realmente, se pararmos para imaginar, essa abertura nasal no crânio, poderia ter sido imaginada como uma órbita ocular e a partir disso, se transformado em uma figura monstruosa e impressionante que acabou na imaginação daqueles que viveram em épocas antigas e que perpetuaram a história até os dias atuais.

 

Fontes: Vintage News / Wikipedia

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