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O Vampiro de Croglin Grange

Conhecemos em várias culturas as antigas histórias que falam de seres ou criaturas que voltam dos mortos. Mais recentemente, os vampiros passaram a fazer parte da cultura pop e consequentemente, chamando para si mais atenção. Nessa cultura, as origens dos vampiros remontam ao folclore da Europa Ocidental, mas na realidade essas criaturas já eram relatadas muito tempo antes, em várias outras civilizações.

Uma outra história sobre essa criatura surgiu no fim do século XIX na Inglaterra, quando Augustus Hare lançou seu romance autobiográfico chamado Story of My Life e nele fez um relato sobre o vampiro de Croglin Grange.

A Lenda

O vampiro de Croglin Grange naquela época já devia ter pelo menos dois séculos de idade. Claro que deve ser apenas uma história, mas Hare a escreveu como uma verdade. Nesta época, eram comuns as contações de histórias através de panfletos. A história do vampiro de Croglin Grange pode ser um relato de uma lenda urbana, mas muitas pessoas acreditam que tem um fundo de verdade nela.

O vampiro de Croglin Grange

Augustus Hare relata que ouviu do capitão Fisher uma “história extraordinária relacionada à sua própria família“. A família do capitão Fisher era uma família muito antiga na região de Cumberland, mais especificamente em um lugar chamado Croglin Grange. Quando a família ficou grande demais para a casa, eles resolveram sair de lá e seguir para o sul, mas não sem antes alugá-la para outros inquilinos.

Os irmãos Cranswell (dois irmãos e uma irmã) passaram a morar na fazenda. O inverno chegou e passou sem que houvesse nenhum incidente. Na sequência, quando o verão chegou, foi realmente muito quente. Em uma noite de forte calor, os moradores aproveitaram para observar a noite chegar. Amélia, uma das irmãs estava deitada em sua cama e fechou a janela do quarto, mas deixando as persianas abertas.

Como o calor era demais, ela não conseguiu se acomodar muito bem na cama. Ali bem próximo, depois de uma linha de árvores, tinha uma igreja e seu próprio cemitério. Amélia ainda deitada ficou olhando pela janela quando percebeu duas luzes se movendo entre as árvores de sua janela. No início ela achou estranho, mas quanto mais prestava atenção, mais nervosa ia ficando. Depois de um tempo, as luzes foram se aproximando mais e mais e ela então percebeu que eram apenas parte de uma forma bem maior, uma forma de um ser humano.

Igreja de Croglin

Quando a figura se aproximou da casa da fazenda, Amélia correu até a porta, chegando a tempo de abri-la. Apesar de muito medo, ela criou coragem de olhar para trás, e do lado de fora da janela o que ela viu era de arrepiar, era um rosto horrível que tinha olhos ferozes e brilhantes. O ser, que tinha dedos finos como os de um esqueleto, fez força para abrir a janela por um tempo, mas logo parou.

Um outro barulho fez Amélia ficar com mais medo ainda, a coisa que estava lá fora parecia estar agora perto das janelas da sala. Uma das janelas caiu, e nessa hora apareceu um braço como se tivesse empurrado a janela. Amélia, incapaz de se mexer, apenas percebeu a criatura se aproximando rapidamente até chegar do seu lado e com os dentes se cravando em seu pescoço. Nesse momento ela conseguiu emitir um grito, que acabou alertando seus irmãos que correram para ver o que tinha acontecido. Tão rápido como tinha aparecido, o invasor saiu correndo. Um dos irmãos de Amélia até tentou alcançá-lo, mas não foi páreo para a criatura que corria muito rápido.

Amélia passou a acreditar que o agressor era alguém que havia fugido de um hospício. Como ela era uma menina pouco supersticiosa, podemos entender por que ela pensou assim. Amélia se recuperou dos ferimentos, mas ainda precisava se recuperar mais, então ela e seus irmãos decidiram ir para a Suíça. Mas ela desejava mesmo voltar para Croglin. Apesar de tudo o que aconteceu, eles ainda gostavam do lugar e eram populares na região.

A Cripta

Eles então retornaram, para Croglin, mas em um dia qualquer no mês de março, Amélia começou a ouvir novamente o inconfundível barulho em sua janela. Dessa vez no entanto ela foi mais esperta e agiu rápido, gritando por ajuda antes que a criatura tivesse acesso a parte de dentro da casa. Os irmãos rapidamente se armaram e foram para perto dela. Com os gritos, a criatura acabou saindo, mas enquanto voltava pelo caminho, um dos irmãos mirou nela e atirou. Apesar de ter sido atingida na perna, a criatura conseguiu escapar. Pelas marcas de sangue deixadas como rastro, os três irmãos descobriram que o ser tinha ido para uma cripta pertencente a uma das famílias da região.

Na hora, eles preferiram não entrar na cripta e preferiram reunir um grupo para investigar quando o dia nascesse. No dia seguinte, descobriram vários caixões dentro da cripta e apenas um deles estava intacto, mas a tampa estava entreaberta e solta em cima. Eles abriram o caixão e viram que dentro havia um cadáver com uma ferida de bala recente em uma perna. O corpo foi removido, levado para fora da cripta e queimado.

Investigação

Muitas pessoas não acreditam que isso realmente tenha acontecido. Em 1924, Charles Harper passou a investigar a lenda. Ele viajou para Cumberland e começou a pesquisar o conto. Uma das suas primeiras descobertas foi que não havia um lugar chamado Croglin Grange. Ele encontrou evidências de Croglin Low Hall e High Hall. De acordo seu livro de 1907 Haunted Houses, “Croglin Low Hall é provavelmente a casa indicada, mas fica a pelo menos uma milha de distância da igreja, que foi reconstruída. O adro da igreja não contém nenhum túmulo que, em qualquer trecho da imaginação, possa ser identificado com o descrito por Augustus Hare“.

Outro pesquisador questiona a investigação de Charles. F. Clive Ross, na década de 1930 reservou um tempo para entrevistar os moradores locais e chegou à conclusão de que Croglin Low Hall era na verdade Croglin Grange. O Grange tinha uma capela no local, que foi construída sobre as fundações de uma igreja anterior. Uma das pessoas que Ross entrevistou foi uma senhora chamada Parkin. Ela afirmou ter conhecido pessoalmente um descendente da família Fisher. A Sra. Parkin indicou que ele conhecia a história de vampiros de seus avós. Ela também confirmou que até 1720, Croglin Low Hall era Croglin Grange.

Fontes:

Historic Mysteries
The Vampire Project

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Um comentário

  1. muito bom esse site parabéns pelo trabalho. 🙂

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