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A História de Elizabeth Bathory

Com uma lista de até 650 mortes associadas ao seu nome, a Condessa Elizabeth Bathory de Ecséd, Hungria, pode ser considerada uma das mais prolíficas serial killers da história.

Mas será que é uma história real ou apenas uma das maiores conspirações contra uma mulher no poder?

A jovem Erzsébet

Nós a conhecemos como Elizabeth, mas na verdade seu nome é Erzsébet. Em 1570, com apenas 10 anos de idade ela ficou noiva de um barão e foi enviada pela sua família para morar com ele.

Porém, antes do casamento acontecer, ela foi molestada por um dos criados da sua nova casa. Esse criado foi punido severamente e o caso foi encoberto da melhor maneira possível para que o casamento ocorresse normalmente. Quando ela fez 15 anos, e seu noivo Ferenc Nasdasday 20, finalmente se casaram em uma cerimônia para mais de 4.500 convidados, incluindo grande parte da realeza da Europa Central da época.

Como Ferenc sendo um bom noivo, deu seu castelo para Erzsébet enquanto foi fazer faculdade em Viena. Erzsébet  ficou sozinha e passou a se deslocar frequentemente entre as terras de sua família e seu novo lar no Castelo de Čachtice.

Erzsébet e Ferenc eram um bom casal. Ambos eram bem educados em estudos clássicos e bem vistos na corte como herdeiro de famílias ricas de alto nível que apoiavam e financiavam a monarquia. Juntos, eles tiveram cinco ou seis filhos.

O verdadeiro vilão

Durante a maior parte da vida, Ferenc foi o comandante das forças húngaras do imperador romano. Eles não estavam apenas em guerra com os turcos, mas suas terras estavam na rota de invasão. Ferenc vinha e partia com frequência, deixando Erzsébet para vigiar suas terras. Os registros históricos apontam que ela o fez, e muito bem. Há vários casos conhecidos onde ela defendeu os direitos das mulheres locais, liderou uma escola de etiquetas para outras senhoras aristocráticas, providenciou um refúgio para viúvas de guerra e até interveio em um caso de estupro, que a lembrou do seu próprio incidente de infância.

Mas após 27 anos de casamento, Ferenc teve uma doença grave que o fez perder o movimento das pernas. Três anos depois, ele morreu, deixando Erzsébet e seus assuntos no caso do Palatino da Hungria, e foi aí que os problemas começaram.

Rumores

Pouco depois que Ferenc ficou doente, rumores começaram a ser espalhados sobre Erzsébet e suas terras. Um ministro luterano começou a denunciá-la de cidade em cidade como vilã, apresentando relatórios em todos os tribunais seculares e eclesiásticos.

Em 1610, os rumores eram tão fortes, que a corte real e o imperador romano Matthias II ordenou a realização de uma investigação, liderada por György Thurzó.

O início da investigação

Thurzó e seus investigadores rapidamente coletaram o testemunho ocular de cerca de 300 pessoas entre a nobreza, sacerdotes e os plebeus – todos alegando que encontraram Erzsébet e seus criados sequestrando e torturando jovens que frequentavam a Academia de etiqueta. Até mesmo seus sogros alegaram ter testemunhado Erzsébet assassinando inocentes.

Muitos alegaram que perderam familiares para ela. E algumas das testemunhas ainda sustentaram que eles próprios eram responsáveis por vender pessoas a Erzsébet para sua estranha diversão.

Flagrante?

A maior parte dessa investigação ocorreu ao longo de um único inverno em 1610. Eles prenderam Erzsébet e seus quatro servos mais próximos em 30 de dezembro desse ano.

A lenda diz que Thurzó pegou-a em flagrante enquanto ela estava se banhando no sangue das jovens donzelas que acabara de torturar. Mas, na verdade, prenderam silenciosamente Erzsébet e seus amigos, e no dia seguinte encontraram uma garota morta, uma menina doente e moribunda e uma mulher amarrada entre os prisioneiros de guerra mantidos no castelo de Erzsébet.

Thurzó fez então um acordo com o filho mais velho de Erzsébet. Erzsébet seria detida em prisão domiciliar e apenas seus servos seriam acusados por seus crimes. Seu filho então adquiriria todos os seus bens (obviamente, alguns dos quais daria a Thurzó).

O julgamento

Em vez disso, um tribunal maciço de 20 juízes foi convocado já em janeiro de 1611 e todas as testemunhas foram, de alguma forma reunidas e, rapidamente apresentaram seu parecer de contas ao tribunal.

Embora a contagem de vítimas mudasse a cada conto, a história de quase todos envolveu Erzsébet e seus quatro criados fazendo muitas ações covardes. A única serva que se recusou a contar a mesma história foi torturada na frente dos outros (tirando os seios e os olhos). O número de 650 mortes é atribuído a outra serva que, apesar de ser provavelmente analfabeta, afirma que viu o número no livro de contas Erzsébet.

A punição

Nem preciso dizer que a punição não foi nada boa para os 4 servos de Erzsébet: Katarína Benická, Ilona Jó, Dorotya Semtész, e János Újváry. Todos sofreram horríveis mortes em público. Os dedos das mulheres foram arrancados com pinças antes de serem queimadas na estaca. Fickó foi decapitado.

A própria Erzsébet estava presa em um quarto no castelo de Čachtice. Fendas foram deixadas para enviar comida. Mas ela só durou quatro anos em seu confinamento extremo antes de morrer durante o sono. Os habitantes locais recusaram-se a deixá-la ser enterrada nas proximidades e, assim, seus restos foram enterrados no túmulo da família Bathory, mais ao sul, em sua região natal de Ecséd.

Há rumores de que há uma grande quantidade de cartas de Erzsébet em um arquivo fechado em Budapeste que nunca foi realmente incluído em suas histórias e que poderia trazer a tona a verdadeira Erzsébet, mas a maioria das pessoas prefere ouvir sobre a história das banheiras de sangue.

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