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Dudleytown – A Cidade dos Condenados

É bem comum ouvirmos falar em histórias de casas, objetos e lugares assombrados, mas são raros os casos de uma cidade inteira ser “amaldiçoada”. Dudleytown era um lugar que se dizia ser amaldiçoado. Também ficou conhecidos como “The Village of the Damned” (a Vila dos Condenados).

O assentamento foi fundado no começo da década de 1750 e ficava localizado no noroeste da floresta de Cornwall, Connecticut. Muitas das pessoas que moravam na aldeia ficaram loucas ou morreram de mortes violentas e inexplicadas. Quem visita a região hoje, acha o lugar silencioso e estranhamente sem traços de vida selvagem. Durante os séculos, houveram vários relatos de fantasmas, demônios e outras ocorrências estranhas.

A maldição de Dudleytown teria começado na Inglaterra durante o início de 1500. Em uma das versões da lenda, o governador Thomas Dudley é retratado como um homem sádico condenava a morte todos os que não eram “puritanos”. Diz-se que uma das vítimas amaldiçoou toda a cidade. Depois de quatro mandatos como governador, ele foi encontrado morto na região que mais tarde seria conhecida como Dudleytown. Vale lembrar que o assassino nunca foi encontrado.

Outra versão diz que o rei Henrique VIII mandou decapitar um juiz chamado Edmund Dudley. A história diz que Dudley usou sua posição para obter ganhos financeiros e tentou derrubar o rei. De acordo com a lenda, todos os seus descendentes foram amaldiçoados por causa de seus crimes. Um deles, William Dudley, se mudou para a América em 1630 e teve um filho, Joseph.

Em 1748, Gideon e Abiel Dudley, juntamente com outro irmão, começaram a comprar terras agrícolas no que viria a se tornar Dudleytown. Os irmãos Dudley deram à área o nome e levaram consigo também a maldição.

Em 1759 Abiel ficou louco. Sua casa foi comprada por Nathaniel Carter, mas apenas quatro anos depois, ele e sua família se mudaram para Binghamton, Nova York. Logo depois, Nathaniel, sua esposa e uma criança foram massacrados por índios. Sua cabana foi queimada e seus outros filhos foram sequestrados e levados para o Canadá. O resto dos Carter morreram por uma epidemia de cólera.

Em 1804, o general Herman Swift, também sofreu uma tragédia em Dudleytown. Sua esposa, Sarah, foi atingida por um raio enquanto estava sentada na varanda de casa. Dizem que depois disso, o general perdeu a cabeça. Na virada do século, a maioria dos moradores da região já havia se mudado.

Uma das poucas famílias que permaneceu na região foi a família Brophy. A esposa de John Brophy morreu de fraqueza e seus dois filhos desapareceram misteriosamente na floresta. Em 1901, os vizinhos começaram a notar que Brophy chegava à cidade com roupas rasgadas e um olhar selvagem. Ele não conversava com ninguém, mas o ouviram murmurar algo sobre demônios. Então, misteriosamente, sua casa pegou fogo. Ele nunca mais foi visto. Os últimos cidadãos restantes estavam com muito medo e partiram, deixando a cidade deserta.

O Dr. William Clarke chegou a região em 1903, comprou uma terra e construiu uma cabana para passar os fins de semana com sua esposa. A história conta que sua esposa ficou muito doente em 1917. E uma vez quando o médico estava fora tratando de negócios, ela foi atacada por uma entidade invisível e a partir disso ficou louca. Mais tarde, se suicidou em sua residência de Nova York

Investigadores paranormais e curiosos do assunto dizem que imagens estranhas aparecem em fotografias e pessoas foram golpeadas e arranhadas por forças invisíveis. Alguns pesquisadores especularam que uma alta concentração de chumbo na água pode ter sido responsável por inúmeros casos de insanidade.

Hoje, não resta muito da cidade, apenas algumas fundações de pedra e uma ou duas chaminés. Desde 2000, a área está fora do alcance do público, no entanto, alguns visitantes curiosos ainda conseguem entrar de vez em quando… e as histórias continuam.

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