Linguagem dos pássaros

Você já ouvir falar de alguém ou algum grupo de pessoas que se comunica de maneira diferente do comum? Hoje vai ficar conhecendo um pouco mais a respeito da “Linguagem dos pássaros“.

Línguas assobiadas, baseadas ou construídas sobre ou linguagens naturais articuladas são usadas em algumas culturas e são comparadas com a linguagem dos pássaros.

Chamam de “linguagem dos pássaros” porque soa como o assobio de pássaros. A linguagem assobiada é usada por alguns aldeões em uma região da Turquia e é muito real e complexa. Enquanto o povo de Kuskoy – também conhecido como “Aldeia dos Pássaros” – fala turco normalmente, eles também assobiam quando querem se comunicar através de longas distâncias. Se você olhar para a topografia da região, percebe como pode ser útil esse método de comunicação. Falar alto é difícil, já o assobio pode ser ouvido a quilômetros de distância. O assobio é baseado em turco, com cada som representando uma sílaba.

Mitologia

A linguagem dos pássaros também é conhecida como a Língua Verde ou a Linguagem dos Deuses. Esta linguagem abrange a Cabala, Astrologia, Alquimia e Tarô. Sua gramática é puro simbolismo, mais especificamente, o simbolismo holográfico.

Na Cabala, na magia da Renascença e na alquimia, a linguagem das aves era considerada uma língua secreta e perfeita, e era a chave para o conhecimento perfeito.

No Talmud, a sabedoria de Salomão deveu-se ao fato de ele ter recebido a compreensão da linguagem dos pássaros por Deus.

As aves desempenharam um papel importante na religião indo-européia, usada para adivinhação. Esses costumes podem ter suas raízes num período ainda mais antigo, o Paleolítico, pois durante a Idade do Gelo, os primeiros humanos costumavam procurar a carniça observando os pássaros.

Segundo Apollonius Rhodius, a figura de proa do navio de Jasão, o Argonauta, foi feita de carvalho, do bosque sagrado de Dodona e podia falar a língua dos pássaros. A linguagem das aves na mitologia grega podia ser alcançada através de magia. Demócrito, Anaximandro, Apolônio, Tirésias e Esopo foram alguns dos que podiam entender os pássaros.

Na mitologia celta, as aves normalmente representam conhecimento profético ou derramamento de sangue (especialmente se forem corvos). Morrigan, por exemplo, adotou a forma de um pássaro para alertar o touro marrom.

O mesmo conceito também é conhecido em muitos contos populares, onde geralmente o protagonista recebe o dom de compreender a língua das aves, seja por alguma transformação mágica ou como recompensa por alguma bondade feita. Os pássaros então informam ou avisam o herói sobre algum perigo ou tesouro escondido.

No Sufismo, a linguagem dos pássaros é uma linguagem mística dos anjos. A Conferência dos Pássaros (mantiq at-tair) é um poema místico de 4647 versos do poeta persa do século XII Farid ud-Din Attar. Dizem que Francisco de Assis chegou a pregar diretamente aos pássaros.

Na França medieval, a língua dos pássaros (la langue des oiseaux) era uma língua secreta dos trovadores, ligada ao tarô, supostamente baseada em trocadilhos e simbolismo extraído da homofonia.

Em árabe egípcio, a escrita hieroglífica é chamada “o alfabeto dos pássaros“. No próprio Egito Antigo, a forma hieroglífica da escrita recebeu o nome de medu-netjer (“palavras dos deuses” ou “linguagem divina“).

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