Leatherman

Desde 1862, muitos ouviram falar sobre um vagabundo errante que viajou em círculos por uma distância de 365 milhas entre os rios Connecticut e Hudson (nos EUA). Quem era esse estranho homem ninguém sabia, o que se podia saber a respeito dele era apenas sobre sua aparência única (sua roupa inteira consistia em pedaços de couro que pareciam ter sido costurados à mão) e sua comunicação era mais fluente em francês do que em inglês, embora muitas vezes preferisse se comunicar através de grunhidos ou gestos.

Apesar de sua estranha aparência, ele ela querido e tratava bem a todos com bastante respeito. Durante mais de 30 anos, Leatherman (como ficou conhecido) sempre parava nas mesmas casas quando chegava em uma cidade. Os adultos preparavam comida adicional aguardando sua chegada, e em muitos casos, as escolas foram autorizadas a fechar mais cedo. As crianças costumavam deixar moedas no chão para ele e depois descobriam que elas haviam sido trocadas por moedas novas com o mesmo valor. No seu caminho, passou por várias cidades que tinham regras rígidas contra vagabundagem, mas especificamente pra ele, essas leis foram relaxadas.

Muito pouco se sabe realmente sobre Leatherman. Seu verdadeiro nome nunca foi descoberto. Acredita-se que ele deva ter sido um francês naturalizado ou um nativo franco-canadense. Mas suas origens são apenas parte de um mistério sobre esse homem. Ninguém nunca descobriu porque ele usava um terno tão pesado, feito de couro velho e também qual o motivo que o fez viajar caminhando por mais de 365 milhas durante sua vida adulta. Sabe-se também que ele era um católico devoto e que sempre estava em posse de seu livro de orações, além disso, ele também não comia carne nas sextas-feiras.

Um errante errante por si só não é nada estranho ou surpreendente. No caso de Leatherman o que o torna diferente dos demais é a sua incrível precisão na rotina diária. A cada 34 dias exatamente ele chegava no mesmo local e sempre na mesma hora do dia.

Leatherman foi visto pela primeira vez em Connecticut em 1862, e todos que o encontraram queriam saber quem ele era e de onde ele veio. Assim que chegou por lá, ele começou sua enorme caminhada de 365 milhas por mês, viajando em círculo, num sentido horário entre os rios Connecticut e Hudson.

Ele era um verdadeiro homem que vivia ao ar livre. Com a experiência que adquiriu ao longo do tempo, ele aprendeu a lidar com tudo o que a natureza lhe fornecia. Mesmo sendo convidado muitas vezes para pernoitar nos celeiros ou nas casas das pessoas, ele preferia dormir do lado de fora ou nas muitas cavernas da região.

Durante quase 30 anos, ele seguiu em paz com sua jornada até que uma tempestade de neve em 1888 mudou isso. Agora ele já tinha provavelmente mais de 60 anos e essa mudança no clima o deixou bastante debilitado e doente. Seu corpo foi encontrado em uma caverna na fazenda George Dell em Briarcliff Manor, Nova York.

Com seu falecimento, começaram a surgir várias histórias sobre ele. Um periódico local foi responsável por muitas dessas histórias, entre elas as que Leatherman era desde ser um molestador de crianças até canibal. Foi realizado um sepultamento do corpo, e por alguma razão desconhecida, o nome de Jules Bourglay foi esculpido na lápide, bem como as datas de suas viagens.

Crédito da imagem: Por Ɱ [CC0], via Wikimedia Commons

Que Leatherman era excêntrico enquanto viveu, ninguém pode negar. Suas ações podem ser devidas a transtornos mentais. Mas o mais misterioso sobre ele pode ser que tenha ocorrido mais de 100 anos após sua morte. Em 2011, historiadores tentaram descobrir algo novo sobre este homem e conseguiram autorização para abrir o caixão. Assim que foi aberto, verificaram que não havia nada dentro do ataúde, exceto por pedaços de unhas.

Fontes:
http://www.ghostvillage.com/legends/leatherman.shtml
https://www.historicmysteries.com/leatherman/

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