Instilando o Medo da Morte

Um método bizarro de execução foi aperfeiçoado pelos aborígenes australianos. O ritual conhecido como “apontar-osso”, despertou a atenção nacional em 1953, quando Kinjika, uma membro da tribo dos Maillis na Terra de Arnhem, foi hospitalizado em Darwin. Embora não apresentasse sintomas de envenenamento, doença ou agressão, o aborígene morreu após quatro dias de intenso sofrimento.

Kinjica fugira de sua terra natal depois de ter sido condenado a morte pelo conselho tribal Mailli, por quebrar o tabu do incesto. Num ritual elaborado, o executor começou a preparar o kundela, ou osso da morte, que podia ser de canguru, ema, ou até humano. Algumas vezes poderia ser feito de madeira, o kundela medede 15 a 22 centímetros e, geralmente inclui um fio de cabelo humano. Quando fica pronto, é carregado com uma forte energia psíquica.

Desde que Kinjica saíra da vila, os executores rituais, ou kurdaitcha, tinham permissão para ir a procura do fugitivo e matá-lo. Os kurdaitcha tradicionais, cobertos de sangue humanos e pêlos de canguru, viajavam em pares ou grupos de três, usando máscaras feitas de pena de emas e alpercatas, que tornava possível o silêncio completo ao andar. Quando encontravam sua vítima, assumiam posição de atiradores e apontavam o kundela, entoando alguns cânticos. Depois partiam.

Se o resultado da energia psíquica do osso, responsável pelo que acontece à vítima, é discutível, o fato é que a pessoa fica num estado lamentável, imaginando o veneno letal penetrando em seu corpo. Os olhos ficam vidrados, o rosto se contorce em caretas e os músculos tremem incontrolavelmente. Pode-se também soltar espuma pela boca se tentar gritar, e sons roucos são emitidos pela garganta. A pessoa fica cada vez mais letárgica e abatida, recusando-se a comer e acaba inevitavelmente morrendo em pouco tempo.

Somente o feiticeiro da tribo consegue alterar os efeitos do “apontar-osso” através de um antídoto contra esse encantamento.

Veja também

Moeda Teledeslocada

Raymond Bayless foi um investigador de casos paranormais muito famoso e chegou a ter vários livros …

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *