Faquir ou Sadhu

Certamente você já ouviu falar dos Faquires, também conhecidos como Sadhu. Trata-se de um tipo de homem santo, que vive de esmolas e supostamente é capaz de realizar feitos mágicos e milagrosos. Muitos desses truques são produzidos realizando truques com as mãos e alguns adereços.

Alguns de seus feitos mais espetaculares são: deitar sobre uma cama de pregos, imersão de membros em cinzas quentes e ser enterrado vivo. Para isso, é necessária uma formação iogue, que envolve controle da respiração e meditação, para induzir a um estado de transe que suprima condições físicas normais.

O termo faquir veio a partir da palavra árabe para “homem pobre”. Na cultura islâmica, o faquir renuncia ao mundo material e segue a vida como um mendigo.

Os Indianos acham ridículo que nós ocidentais nos perturbemos pelos feitos aparentemente sobrenaturais dos faquires ou homens santos. Para eles tudo é perfeitamente natural.

Por exemplo, em 1941, um Conselheiro Florestal do Nepal, afirmou ter visto um jovem chamado Krishna elevar-se ao ar e dar uma volta antes de retornar para o chão.

Outra observação bem documentada, foi feita pelo Marquês de Halifax quando era vice-rei da Índia. O residente britânico oficial em Udaipur, convocou um feiticeiro para se apresentar ao vice-rei e viu quando um menino indiano foi amarrado em um cobertor, colocado em transe e elevou-se ao ar por meio minuto sem nenhum meio visível de apoio.

Similar a isso, é o famoso truque da corda indiana, que é quando uma corda ergue-se no ar por seus próprios meios invisíveis e um garoto vai até lá e a escala, em seguida desaparecendo. Não existem muitos relatos confiáveis a respeito desse truque. Um, foi dado por um jornalista que viu o truque ser realizado próximo a Dehra Dun, mas sugeriu que o efeito poderia ter sido produzido por alguma forma de hipnose.

Em 1835, o Marajá de Lahore ouviu falar de um famoso faquir conhecido por Haridas, que supostamente havia sobrevivido a quatro meses enterrado vivo. Ele então encomendou uma demonstração similar. Os médicos que examinaram o faquir descobriram que ele havia cortado os músculos da parte inferior da sua língua para que pudesse ser dobrada para vedar as passagens nasais. Observou-se também que alguns dias antes de ser enterrado, o faquir consumiu apenas leite e iogurte. Para os últimos dois dias jejuou completamente e usou técnicas de ioga para limpar seu canal alimentar (dentre outras coisas, engolir uma faixa de 27 metros de lençóis e depois vomitar). Ele então tapou o nariz e as orelhas com cera e sentou-se com as pernas cruzadas. Poucos segundos depois, já não se podia mais detectar sua pulsação. Foi então colocado em uma caixa, que foi lacrada com o selo do marajá e cadeado. A caixa então foi enterrada, foi construído um muro ao redor do local e guardas foram postados. Quarenta dias depois, o muro foi quebrado, a caixa desenterrada e os lacres estavam intactos. Dentro da caixa, Haridas permanecia em sua posição original. Dentro de aproximadamente uma hora ele já estava recuperado e sua saúde permanecia perfeita.

Outros faquires realizam proezas semelhantes e as vezes até ao mesmo tempo. Em Punjab, o governante Runjeet Singh organizou uma performance que foi relatada no Indian Journal of Medical and Physical Science por um observador inglês. Um faquir foi trancado em uma caixa no jardim do governante. Esta caixa foi fechada e vigiada pelo exército do governo durante seis semanas. Quando aberta a caixa, o faquir foi encontrado dentro de uma caixa de madeira de 1,2 x 1 metro, o próprio pé em um poço profundo de 1 metro. Quando retirado, o faquir foi examinado por um médico, que não conseguiu encontrar nenhuma pulsação, embora o corpo estivesse quente.

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