Big Nose George, o homem que acabou transformado num par de sapatos

Big Nose George Parrott foi um ladrão, salteador e bandido que atuou no oeste americano na década de 1870. Em 1878, ele sua gangue tentaram assaltar um trem, mas não tiveram sucesso. Um xerife e um detetive foram designados para localizar os assaltantes, que estavam escondidos perto de Elk Mountain.

Um olheiro da gangue viu quando os oficiais se aproximavam e apagaram a fogueira que haviam feito. Quando os oficiais se aproximaram, o bando surgiu e disparou suas armas, matando os dois oficiais. Além disso, antes de esconder os corpos, roubaram suas armas e um de seus cavalos. Em pouco tempo, o assassinato foi descoberto e uma recompensa de 10.000 dólares pela apreensão dos assassinos foi oferecida. Posteriormente, essa recompensa foi aumentada para 20.000.

Prisão

Apesar do grupo ter conseguido escapar, Parrott e seu braço direito acabaram presos em 1880, quando estavam bêbados e acabaram se gabando pelo crime cometido anos antes. O julgamento sentenciou Parrott a morte por enforcamento.

É claro que ele tentou fugir da cadeia e da morte, mas quando os habitantes de Rawlins (cidade onde ele estava preso) souberam da tentativa de fuga, um grupo de cerca de 200 pessoas foi até a prisão, retiraram Parrott a força da sua cela e o pendurou pelo pescoço em um poste. O braço direito de Parrott, Charlie Burris também sofreu da mesma morte, quando os moradores locais o encontraram escondido no compartimento de carga de um trem.

Experimentos médicos

Os médicos Thomas Maghee e John Eugene Osborn conseguiram recuperar o corpo de Big Nose George, com a intenção de estudar seu cérebro. A ideia deles era procurar sinais que pudessem ajudá-los a entender como funcionaria o cérebro de um criminoso.

O trabalho foi feito da maneira mais grosseira possível, serrando o crânio de Parrott para ter acesso ao cérebro. A parte do crânio retirada foi dada para Lilian Heath, assistente de Maghee (posteriormente, Lilian seria a primeira mulher médica em Wyoming), que passou a utilizá-la com cinzeiro, porta canetas e até como calço de porta. Uma máscara foi criada com a pele do rosto de Parrott, que também teve a pele das coxas e tórax removidas.

A pele e os mamilos do morto foram enviadas para um curtume em Denver e acabou sendo transformada em um par de sapatos e uma mala para uso médico. John Eugene Osborne ficou com a posse desses itens e usou os sapatos na festa de posse quando foi eleito governador de Wyoming.

Os experimentos prosseguiam e o corpo desmembrado de Parrott ficou guardado em um barril de uísque que tinha uma solução salina, por mais ou menos um ano, antes de ser enterrado do jardim dos fundos do escritório de Maghee.

Ressurgimento

A história de Big Nose George Parrott acabou esquecida até o ano de 1950, quando alguns operários que faziam uma obra para o Banco Nacional desenterraram um barril de uísque cheio de ossos. Dentro dele havia um crânio com o topo serrado, uma garrafa de conserva e um par de sapatos que teria sido feito com a pele da coxa de Parrott. Conseguiram contactar a Dra. Lilian Heath, que aquela altura já tinha mais de 80 anos. Ela enviou seu pedaço de crânio para o local e foi constatado que encaixava perfeitamente no crânio que estava no barril.

Hoje em dia, os sapatos, o crânio e a máscara mortuária de Big Nose George podem ser vistos no museu do condado de Carbon em Rawlins. Já a tampa craniana e a corrente utilizada no enforcamento, estão em exibição no Museu da Union Pacific em Omaha. A maleta feita com a pele dele nunca foi encontrada.

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