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A mulher de azul

Maria de Jesus de Ágreda (nascida como Maria Fernández Coronel y Arana), também conhecida como a Mulher de Azul, nasceu na Espanha em 1602 e descendia de uma religiosa família de classe média.

Ainda na adolescência, começou a ter visões e por várias vezes caiu em uma espécie de transe. Ela era ainda bastante jovem quando ingressou no convento franciscano da Imaculada Conceição, em Ágreda.

Estátua da Venerável no Convento

Em seu período no convento, Maria passou por um regime disciplinar que incluía vários e longos períodos de jejum, noites em claro e até autoflagelação. Ela começou a ganhar fama de ser uma pessoa santa quando nessa época passou a demonstrar habilidade de responder aos pensamentos de outras pessoas e também pela sua capacidade de levitar acima do assoalho do convento.

Em 1627, com apenas 25 anos de idade, foi nomeada abadessa do convento franciscano de Ágreda e nos anos seguintes, alegou ter recebido várias aparições de Nossa Senhora, que lhe forneceu várias relevações que acabaram por ser publicadas em sua mais famosa obra “Cidade Mística de Deus. Por essas revelações, Maria chegou a ser processada pela Inquisição.

Mas o que fez com que Maria fosse realmente conhecida era sua incrível habilidade de estar em mais de um lugar ao mesmo tempo. Suas projeções, segundo contam, a levaram até a região oeste do Texas, onde ela cuidava das necessidades físicas e espirituais de uma tribo. Entre as tribos nativas que habitavam o sudoeste americano antes da chegada dos conquistadores, a mais desconhecida é a dos Jumanos.

No início da migração espanhola para o México, Alonzo de Benavides, um frade franciscano, encontrou várias tribos indígenas. Sua maior surpresa no entanto foi quando encontrou os Jumanos já convertidos ao cristianismo. Além disso, eles afirmaram que haviam sido orientados por uma misteriosa “mulher de azul”. Essa mulher também havia lhes dados rosários, cuidado de seus doentes e os apresentou as palavras de Jesus Cristo. Ele ficou tão perplexo com o que viu e ouviu que, rapidamente enviou cartas para o papa Urbano VIII e ao rei Filipe IV para saber quem havia chegado lá antes dele. Mas ficou sabendo a resposta apenas em 1630, quando voltou a Espanha e ficou conhecendo os milagres atribuídos a Maria. Então ele decidiu visitar o convento para conhecer Maria pessoalmente e foi aí que descobriu que o hábito dessa ordem era azul.

Pinturas feitas por missionários franciscanos e indígenas de várias regiões diferentes em vários países, mostram a soror Maria de Jesus. Mas o mais impressionante é que sabe-se que ela jamais saiu do seu convento na Espanha.
Em 1673 foi dado início ao seu processo de beatificação, e foi declarada como Venerável pelo papa Clemente X. Quase 40 anos após a sua morte, seu corpo permanece exposto na Igreja do Convento de Ágreda.

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