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A carta de uma freira possuída no século XVII finalmente foi decifrada

Irmã Maria da Cruz da Conceição era o nome monástico de Isabella Tomasi. Em 11 de agosto de 1676, quando ela tinha 31 anos de idade, foi encontrada em seu quarto, sentada no chão e com o rosto manchado de tinta. Em suas mãos, ela tinha uma carta, que segundo ela, tinha sido entregue pelo próprio diabo. Esta carta tinha sido escrita em uma língua desconhecida composta de símbolos e letras, e no meio de tantos símbolos estranhos, uma palavra: Ohime

Relatos históricos dizem que Isabella teria contado que a carta havia sido escrita pelo próprio diabo com a intenção de levá-la para longe de Deus e aproximá-la do mal. A carta possui apenas 14 linhas com letras e símbolos dispostos aleatoriamente. A séculos vinham tentando decifrar o que estava escrito na carta.

Mesmo antes da “carta do diabo”, em 1672, relatos indicam que Isabella teve uma visão de Nossa Senhora das Dores, e que ela teria dito: “A cruz será seu recinto perpétuo… A cruz já está estabelecida, a montaria continua subindo lentamente… ser crucificado perfeitamente“.

Agora, cientistas do museu de ciências Ludum, na Sicília, usaram um software que quebra códigos de inteligência para resolver o mistério. Eles também analisaram alguns registros históricos da freira e de sua vida, para aprender mais sobre ela. Daniele Abate, diretor do Museu, explicou que o algoritmo analisou vários alfabetos existentes que a freira poderia ter conhecido (incluindo grego, cirílico, latim, rúnico e yazidi) combinando letras e símbolos para tentar decifrar a carta.

Abate explicou ao LiveScience que “analisamos a maneira pela qual as sílabas e os grafismos são repetidos na letra para identificar as vogais, e obtivemos com um algoritmo de decriptação refinado“. Embora os pesquisadores achassem que poderiam decifrar apenas palavras fragmentadas, conseguiram ter uma mensagem mais completa do que o esperado.

Entre as mensagens que foram decifradas, nem todas são compreensíveis, algumas delas são: “Talvez até agora certo Stige (rio do submundo)”, “Porque Deus Cristo Zoroastro segue os antigos costumes e costuras costuradas pelos homens, Ohime“, e “Um Deus sinto libertar os mortais“.

Ao lado, a carta fotografada, onde podemos ver claramente os símbolos e letras. No canto superior esquerdo é possível ver a data, e no meio do texto (sétima linha) você pode ler o famoso “Ohime”:

As mensagens parecem indicar que Isabella Tomasi sofria de esquizofrenia ou transtorno bipolar, quem sabe até outros transtornos psiquiátricos que a fizeram imaginar que ela estava falando diretamente com o próprio diabo. A abadessa, Maria Serafica, contou em um relatório a luta da freira contra os maus espíritos. Posteriormente ela foi beatificada por sua resistência a Satanás.

Abate explica: “A mulher certamente inventou um alfabeto preciso, misturando cuidadosamente os símbolos que ela conhecia, cada símbolo é pensado e estruturado, com sinais que são repetíveis e distinguíveis por escrito“. Não se sabe ainda se foi de maneira intencional ou inconsciente, que Maria da Cruz da Conceição escreveu essa carta, que mesmo tendo sido traduzida, ainda não é certo seu significado.

A Irmã Maria morreu aos 45 anos, em 1690, pronunciando as palavras:  “Santo,  Santo, Santo” .

Fontes: VanilllaMagazine.it
LiveScience.com

Gostaria de ver a carta pessoalmente? Ela está exposta na Catedral de Agrigento

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