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Hematidrose: A doença que faz a pessoa suar sangue

Hematidrose é uma condição muito rara que afeta apenas alguns poucos seres humanos e a principal característica é fazer com que a pessoa sue sangue. A maior parte das pessoas que sofrem de hematidrose sangram pela testa, unhas, umbigo e até mesmo através pelas lágrimas.

Características:

Quando os vasos sanguíneos que alimentam as glândulas sudoríparas se rompem, fazem com que seja expelido sangue. É mais comum ocorrer em momentos de grande estresse físico ou emocional. Também acredita-se que o medo extremo possa ser uma das causas.

Quando esses episódios ocorrem, o indivíduo sofre de uma dor de cabeça intensa e forte dor abdominal. Embora a quantidade de perda de sangue seja muito pequena, a hematidrose também faz com que a pele fique sensível e frágil.

Diagnóstico:

Estudos sanguíneos não revelaram nada anormal no sangue dos indivíduos estudados. Também não foram percebidas nenhuma anormalidade na pele, o que certamente dificulta um diagnóstico precoce da doença.

Sintomas:

Os principais efeitos no corpo são: fraqueza e desidratação (devido a perda de sangue no suor).

Tratamento:

Por ser muito rara, os relatos médicos ainda são vagos, mas há relatos de tratamentos bem-sucedidos feitos com betabloqueadores (propranolol 10mg), que reduziram significativamente a quantidade de perda de sangue.

O fato de betabloqueadores resultar em tratamento eficaz reforça a teoria de que a hematidrose é induzida por estresse e ansiedade, mas isso ainda não pode ser comprovado, já que hoje em dia há uma alta prevalência de estresse e ansiedade, e mesmo assim a hematidrose permanece rara.

Veja fotos de algumas pessoas que sofrem dessa doença

Alguns casos:

Estudiosos afirmam que Jesus pode ter sofrido hematidrose antes de ser crucificado, durante seu sofrimento no jardim (Lucas 22:44). Pode ser que realmente tenha acontecido, pois já foi observado que algumas pessoas que aguardam execução também sofreram do mesmo mal.

Em outubro de 2017, a Live Science publicou um artigo sobre uma mulher que suava sangue. Segue um resumo do artigo:

Uma jovem italiana de 21 anos tem uma condição rara e misteriosa que a faz suar sangue. Ela disse aos médicos que nós últimos 3 anos vem periodicamente sangrando pelo rosto e pelas mãos sem sofrer nenhuma lesão na pele. Esse sangramentos duravam entre 1 e 5 minutos e ocorriam mais frequentemente quando ela estava sob estresse emocional.

A condição tem sido relatada há séculos, embora alguns médicos tenham sido céticos quanto à sua existência. O Dr. Jacalyn Duffin, historiador médico e hematologista da Universidade Queen’s em Kingston, Ontário, fez a revisão de casos recentes de hematidrose (28 casos nos últimos 13 anos) e concluiu que de fato a condição realmente existe. “Observações credíveis, embora escassas, de sangue suado persistem”.

As descrições de “sangue no suor” remontam aos escritos de Aristóteles no século III a.C, disse Duffin. Nos períodos medievais e no início da era moderna, algumas referências ao suor sangrento estavam no contexto de escritos sobre a crucificação de Cristo, disse Duffin. Mas a partir de 1600, os primeiros “relatos de testemunhas oculares” de hematidroses aparecem na literatura médica.

Mais recentemente, parece ter havido um aumento nos relatos de hematidrose (desde 2013, houveram 18 casos relatados). Desde 1880, 42 casos foram relatados na literatura médica. A maior parte ocorre em mulheres jovens, mas também existem alguns poucos casos em homens.

A italiana disse que não parecia haver um gatilho para o sangramento (poderia ocorrer enquanto ela estava dormindo, se exercitando ou quando passava por algum estresse). Ela disse que se tornou socialmente isolada como resultado dessa condição e que teve sintomas de depressão e até transtorno do pânico.

Os testes em laboratório mostraram que era realmente sangue no rosto, e não “suor colorido” (que pode ocorrer em algumas situações). Uma análise de sua pele no microscópio mostrou que o tecido estava normal. Ela foi tratada com um medicamento para pressão alta, e após o tratamento, teve uma redução acentuada no sangramento, embora não tenha parado completamente.

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