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Estigmas

Você já ouviu falar algo a respeito de estigmas? Neste post vou descrever um pouco dessa rara manifestação que pode surgir nas mãos, pés, testa e em alguns casos até nas costas de uma pessoa. Quem descreve os estigmas os classifica como sendo ocorrências divinas ou místicas.

A história conta que muitas pessoas carregam nas mãos, pés ou sobrancelhas, as marcas da Paixão de Cristo, com sofrimentos intensos. Estes são os estigmas visíveis. Algumas pessoas, sentem apenas o sofrimento, sem deixar marcas externas. Esses são os estigmas invisíveis. O surgimento de estigmas é chamado de estigmatização.

Geralmente, poucas horas depois que as feridas aparecem, são curadas espontaneamente. Os relatos de algumas pessoas que sofreram estigmatização apontam sensação de tristeza, depressão, fraqueza e dores no corpo, momentos antes da ocorrência. Durante o processo de estigmatização, o sangue derrama por áreas do corpo por um período indeterminado e depois, simplesmente desaparecem e curam.

Historicamente, mais de 500 estigmas já foram relatados mostrando feridas muito parecidas com as que Jesus sofreu. O primeiro caso foi registrado em 1222, por um homem chamado Stephen Langton, na Inglaterra. São Francisco de Assis também sofreu com esses ferimentos, em 1224. Mais recentemente, foram registrados os casos do irmão Roque (1968-1996), que era um noviço da ordem de Los Hijos de Los Hijos de La Madre de Dios (Colômbia) e a canadense Lilian Bernas, que começou a exibir estigmas em 1992.

Também foram registrados vários estigmas falsos na história. Um dos mais famosos foi o de Magdalena de la Cruz (1487-1560), que acabou admitindo a fraude. Outros ferimentos parecidos podem estar associados a distúrbios psicológicos. Por exemplo, pessoas com síndrome de Munchausen se machucam ou fingem uma doença na esperança de acabar em um hospital onde podem desfrutar de atenção e cuidados.

Classicamente, os estigmas aparecem em até cinco locais das “Feridas Sagradas”: mãos ou pulsos, pés e outras feridas sofridas durante a Paixão, que incluem: ferimentos causados ​​pela coroa de espinhos, marcas de chicotes ou açoites nas costas, uma ferida na lateral do corpo, causada por uma lança e buracos nos pulsos ou mão.

No contexto histórico, existe um debate sobre a crucificação. Se pregos foram colocados nas mãos, ou pulsos. Os estigmas aparecem em algumas pessoas nas mãos e em outros nos pulsos. Então, os céticos acreditam que as feridas tem origem humana e não divina.

Dois casos famosos de estigmas são:

Marie de Moerl (1812-1868) passou a vida em Kaltern, e aos vinte anos, entrou em um transe que permaneceu como sua condição natural pelos próximos 35 anos. Geralmente ficava apenas em seu quarto com mãos cruzadas sobre o peito. Aos 22 anos, ela recebeu pela primeira vez os estigmas. Nas quintas e sexta-feiras à noite, esses estigmas derramavam sangue muito claro, gota a gota. Nos outros dias da semana ficavam secos. Milhares de pessoas viram Marie de Moerl sangrando.

Louise Lateau (1850-83) viveu sua vida em Bois d’Haine, Bélgica e as graças que ela recebeu foram contestadas até por alguns católicos. Aos dezesseis anos, passou a dedicar sua vida para cuidar de vítimas de cólera na sua paróquia. Em pouco mais de um mês, cuidou de 10 pessoas e enterrou algumas delas. Quando tinha 18 anos, entrou em transe e começou a receber os estigmas. Ainda assim, sustentava a família como costureira. Muitos médicos foram testemunhas de seus dolorosos transes. Durante 12 anos ela não se alimentou, com exceção da sua comunhão semanal. Bebia apenas 3 ou 4 copos de água por semana e passava as noites acordada rezando aos pés da cama.

Outros casos conhecidos de pessoas que receberam estigmas:

São Francisco de Assis (1186-1226) – unhas apareceram em suas feridas.
Santa Margarida de Cortona (1247-97);
St. Gertrude (1256-1302), um beneditino;
Santa Clara de Montefalco (1268-1308), agostiniana;
Santa Ângela de Foligno (m. 1309), terciária franciscana;
Santa Catarina de Siena (1347-80), terciária dominicana;
St. Colette (1380-1447), franciscana;
Santa Rita de Cássia (1386-1456), agostiniana;
Osanna de Mântua (1499-1505), terciária dominicana;
Santa Catarina de Gênova (1447-1510), terciária franciscana;
Lucy de Narni (1476-1547), terciária dominicana;
Catarina de Racconigi (1486-1547), dominicana;
São João de Deus (1495-1550), fundador da Ordem da Caridade;
Santa Catarina de Ricci (1522-89), dominicana;
Santa Maria Madalena de ‘Pazzi (1566-1607), Carmelita;
Maria da Encarnação (1566-1618), Carmelita;
Maria Ana de Jesus (1557-1620), terciária franciscana;
Carlo de Sezze (m. 1670), franciscano;
Beata Margarida Maria Alacoque (1647-90), (cujos estigmas eram como os da coroa de espinhos);
Santa Maria das Cinco Feridas (1715-91), terciária franciscana.
Catherine Emmerich (1774-1824), agostiniana;
Elizabeth Canori Mora (1774-1825), terciária trinitária;
Anna Maria Taigi (1769-1837);
Maria Dominica Lazzari (1815-1848).

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