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Coquetel molotov: como surgiu

De uns anos pra cá, quando começaram crises na economia, vimos várias empresas decretarem falência, desemprego em alta e consequentemente, pessoas cada vez com menos dinheiro. Décadas atrás uma “bebida” em particular chamou muita atenção e recentemente vimos ela reaparecendo na mídia. Conheça um pouco da história do coquetel molotov.

Pouco antes do início da Segunda Guerra Mundial, alemães nazistas e militares da URSS criaram o “Pacto Molotov”. O objetivo era impedir ações militares de ambos os lados. Uma parte desse documento que não foi publicada, dividia as “áreas de interesse” entre esses dois países.

Os soviéticos fizeram o possível para manter a capital Leningrado fortalecida. Leningrado ficava a pouco mais de 30km de distância da fronteira com a Finlândia, então fizeram uma oferta ao governo finlandês para trocar territórios, mas não houve respostas. No fim de novembro de 1939 os soviéticos invadiram a Finlândia, que o pacto havia designado como sua “área de interesse”.

A Guerra de Inverno entre os países durou mais ou menos 4 meses e como esperado, os soviéticos venceram e conseguiram aumentar ainda mais seu território. Mas não sem que os finlandeses deixassem de resistir, mesmo que improvisando.

Como a maior parte dos líderes mundiais, os líderes soviéticos manipulavam as informações para a população e um dia o ministro falou no rádio que as operações de bombardeiro na Finlândia na verdade eram operações humanitárias (segundo ele, o que estava sendo lançado era comida, não bombas). Naquela época ainda não havia internet, mas mesmo assim os finlandeses descobriram a informação bastante rápido.

Os finlandeses passaram a chamar as bombas soviéticas de “cestas de pão Molotov”. Diante de um número e força superiores de tanques soviéticos (milhares, contra meros 32), os militares finlandeses criaram uma tática esperta. Canalizavam os tanques soviéticos pela fronteira e os atraíam para lugares onde poderiam ser atingidos por fogo pelos habitantes locais. As armas eram improvisadas, mas funcionais. Era uma versão atualizada das bombas de gasolina que os espanhóis haviam usado alguns anos antes durante a Guerra Civil.

O composto era basicamente uma garrafa de vidro contendo uma mistura de gasolina, alcatrão e óleo de motor, e carregada com um pano que era embebido em álcool ou querosene. Quando os tanques iam se aproximando, as pessoas colocavam fogo no pano e jogavam em direção ao inimigo. O símbolo desse inimigo, claro, foi a figura do ministro Molotov (que dizia servir comida para os finlandeses). Foi aí que nasceu o coquetel molotov.

Com certeza é difícil de imaginar uma guerra contra tanques sendo vencida usando apenas garrafas de cerveja pegando fogo. Mas, pelo menos isso ajudou a impedir o avanço dos inimigos. Na verdade, é uma solução cujo custo/benefício é muito boa. Especificamente neste caso, a empresa que distribuía álcool (Alko), produziu só naquela época mais de 450.000 bebidas, já completas e com alguns fósforos presos na própria garrafa para facilitar o uso.

Mesmo com esse tipo de arma tendo evoluído ao longo dos anos, os ingredientes básicos ainda podem ser facilmente encontrados, até mesmo em nossas casas. Em quase todos os lugares do mundo, coquetéis molotov continuam sendo usados em conflitos com inimigos mais fortes.

Fontes:

Wikipedia
The Vintage News

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